Abra as mensages- Espanha, 1979 – uma carta de amor, raiva e sexo.

por em Abra as mensagens

Ontem tive a sorte de passar uma tarde especial. Uma amiga minha está em um apartamento que estava fechado há quase 10 anos aqui em Granada, aonde vivia um homem que já se aproxima da morte. Ela encontrou algumas cartas de mulheres e fotos antigas, e então lemos algumas. Imagina, a carta é de quase 40 anos atrás, e ainda assim, tão atual. Esta mulher se queixa das pílulas anticoncepcionais, propõe uma forma de sexo diferente e expõe seus sentimentos no papel.

Me senti quase aliviada, por não me sentir só nessa necessidade de deixar tudo sempre por escrito.

Toledo, 1979

Aquí estoy otra vez. No podía imaginarme que unas letras escritas para pasar la tarde, podían hacer tan buen efecto: digo buen efecto porque no recuerdo haberte oído reír así como lo hacías ayer cuando me llamaste, toda la tarde llamándome para decirme que fuera a verte este mismo fin de semana, tú que eres el hombre de los mil preparativos. La verdad es que lo que de decía do era una amenaza, no pensé que te sorprendería mi confesión de deseo de juerga, pensé que eso era patente en mí, pero parece ser que tú no te habías dado cuenta.

Lo único que trataba de hacer era compartir mis dudas, mis contradicciones, sobre la libertad y la soledad, con una persona con que se también ama la independencia. te contaba mis síntomas, para contrastarlos con los tuyos. bien, de todas formas, me gustó mucho que me llamaras ayer y nos reímos juntos, que es lo que vale.

Me está pareciendo que la unica forma que vamos tener tu y yo de comunicación, van a ser las cartas, porque veo que me descubres a traves de ellas y un poco te descubro yo a ti. (en las interpretaciones que haces, no por lo que me escribas).

Cuando estamos juntos, nos ponemos a hablar de mis antecedentes familiares, de la consulta privada, de comprarse un piso, que asco – por qué hacemos esto?. Después que te vas, siempre me queda una sensación de vacío y de absurdo. A ti no sé lo que te queda o lo que te llevas, porque nunca me dices nada. Tus expresiones siempre son: agradable, tranquilo, nuevo, repetible”. Ahora tengo una situación nueva y es un rechazo psicológico de las pastillas anticonceptivas, no es que me sienta mal al organismo, es que me repugna, afectivamente, el tomarlas. En un principio las vi como una libertad y me las tomaba sin ningún problema, pero ahora las veo como una disponibilidad, algo así como estar metiendo una sustancia extraña en mi organismo (no exenta de riesgos), para que, cuando el hombre quiera, se le pueda dar gusto y él no tenga ningún problema. No me interpretes superficialmente, no me he vuelto feminista de vía estrecha ni me fastidia que el hombre no tenga ningún problema, no tengo ninguna agresividad contra el sexo masculino, me encanta hacer amor y deseo las relaciones sexuales, lo que ocurre es que yo tengo otra idea de la relación sexual, me la imagino de otra forma.

Las negativas cuando yo he pedido algo me han hecho cisco, no las he digerido y pienso que este es el núcleo originario de todo. Lo que me den, cuando me lo den y como me lo den, me saca de quicio. Me he leído libros de Fisiología masculina, he tratado de averiguar, y asegurarme que el hombre funciona así, porque su fisiología es así y no puede hacer otra cosa, porque su organismo, en esos momentos de escapa el dominio voluntario. Aunque esto sea así, y haya que aceptarlo (discutirlo seria demasiado largo), yo creo que hay mas posibilidades de imaginación, de erotismo,  de humor, de ternura. Dime una cosa, tú nunca has deseado estar únicamente en la cama, desnudos, muy juntos, abrazados, sentir el calor del cuerpo y de la persona a la vez e así charlar, reir y quedar dormido? Yo lo he deseado siempre. Puede el hombre hacer esto sin excitarse y tener que terminar sin mediar una palabra más? Lo pregunto porque no lo sé. He deseado muchas veces estar profundamente dormida y ser despertada por sorpresa con caricias y con besos en la espalda. Esto no me lo han hecho nunca.

Las veces que he dormido contigo, he estado despierta mucho tiempo, mirando tu espalda obstinada y he deseado besarla y pillarte por sorpresa y no dejarte hacer nada y hacerlo yo todo. Esta forma de relación larga, lenta, cálida, imaginativa, pícara, con aceptación implícita del deseo inoportuno de la otra persona, es la relación sexual que yo deseo. Nunca hemos hablado tú y yo de esto y no me explico por que. Yo supongo que tu tendrás también cosas que decir.

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