Tem um pouco de sworn virgins em cada uma de nós.

por em Geral, Inspiração, Textos

No norte da Albânia, muitas mulheres conseguiram conquistar seus espaços. Mas, para isso, elas tiveram que virar homens. Cortaram seus cabelos, rasgaram seus vestidos e velaram qualquer resquício de feminilidade em troca de ter controle de suas vidas.

Mais livres que as mulheres, menos livres que os homens. Essas são as sworn virgins, que assumiram uma identidade masculina para poder trabalhar, comprar terras, ter autonomia e paz. O preço: jurar morrer virgem.

Elas conquistaram a liberdade social. Liberdade sexual, nunca. Parece primitivo? Mas a nossa realidade ainda tem traços da realidade dessas albanesas. Sim, somos muito bem recebidas pelas rodinhas masculinas. Mas experimente dizer um não que não é esperado ou um rápido sim, e você vai ver a liberdade sexual escapar das suas mãos, através de julgamentos.

Hoje, restam menos de 50 sworn virgins na Albânia. Mas ainda restam milhares de mulheres que ainda lutam por autonomia e, principalmente, por respeito.

*também estou nessa luta.

Fotos: http://www.nytimes.com/slideshow/2008/06/25/world/20080625VIRGINS_3.html

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4 comentários

  1. Anna Clara

    Estava conversando sobre isso essa semana com as amigas do trabalho… cai no seu blog e vi este post!
    O mundo ainda é muito machista, nem os caras intelectualizados se salvam.
    Não aguentam escutar que a “mina” deu pq tava com vontade de dar e pronto.
    Isso os mata. Mas eles podem, né?
    A “solução” é a gente viver, fazer o que quer, e deixar esses bocós pra lá.

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  2. Melissa

    Eu já havia comentado antes este teu post, é um dos que eu mais gostei, talvez porque eu amo e tenho bastante interesse por essas coisas de outras culturas tão diferentes da nossa. Engraçado isso de elas se tornarem homens para continuarem mulheres, me lembra o fato dos judeus que se fizeram cristãos para continuarem praticando sua religião e os índios também. Parece uma coisa de “se você não pode vencer, una-se”. Acredito que, na nossa sociedade ocidental, sobretudo a brasileira é muito machista ainda, como a Anna Clara disse: “nem os intelectuais se salvam”, não, não mesmo. No fundo todos querem uma mulherzinha. Mas acredito também, que um pouco desta culpa é nossa, pois na tentativa de buscar os mesmos direitos, respeito, visibilidade, acabamos nos perdendo em alguns caminhos e perdendo o que caracterizava força na mulher, que reside no poder da sua “fragilidade”, classe, feminilidade, sensualidade sem ser vulgar…enfim, lutamos pelas mesmas coisas, acho justo, mais que justo, mas não somos homens, devemos permanecer mulher. E vamos continuar esta luta, porém, sem jamais abdicar do prazer de ser mulher!

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  3. Joseph Nelson Bosertinos

    exemplo seguido por centenas delas atualmente em comunidades que lutam para resgatar e preservar sua identidade.

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  4. Angel Kingsman Makopuva

    Acho que isto acontece porque as mulheres destacam se por terem maior capacidade empreendedora que os homens.

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