Rio de Janeiro. Claudio Loureiro

Você conhece y, que conhece x, que conhece o Woody Allen.

por em Geral, Inspiração

Sabe aquela teoria que diz que apenas 6 pessoas separam você de qualquer outra? Só passei a acreditar depois que conheci alguém que conhece o Woody Allen. Sim, o Woody Allen. Minha “ponte” com o cineasta é o Claudio Loureiro, um dos donos da agência Heads de Curitiba.

Um belo dia, Loureiro teve a ideia de convidar o Woody Allen para filmar no Brasil. No final de 2008, ele conseguiu conhecer um dos maiores gênios do cinema e incentivá-lo a fazer um filme no Rio de Janeiro. Desde então, vários encontros aconteceram para discutir sobre essa possibilidade.

Em maio deste ano, o publicitário se encontrou novamente com a produção do Woody Allen, mas enquanto surgirem convites para filmar em cidades como Paris e Roma, ficamos para trás. De qualquer forma, a ideia de Loureiro já chegou bem longe, pois os seus filhos foram convidados para acompanhar de perto as filmagens do Meia-Noite em Paris. (Nada mal.)

Veja nesta entrevista os detalhes da história:

"Gosto muito de uma frase do Woody Allen, em que ele diz que 90% do sucesso de uma ideia se baseia simplesmente em persistir nela. " Loureiro.

AB- Como aconteceu o contato com o Woody Allen?

ClaudioEu tive essa ideia e ela parecia impossível. Contei para os meus filhos e eles acharam possível, então por que eu deveria achar que não conseguiria? Adoraria dizer que usei todo meu network. Mas não foi assim. Foi pelo Google. O Google te dá os caminhos. Claro que não foi assim tão simples, mas “os nãos” devem ser encarados como estímulo. Gosto muito de uma frase do Woody Allen, em que ele diz que 90% do sucesso de uma ideia se baseia simplesmente em persistir nela.

AB-Por que o Woody Allen?

Claudio- Por vários motivos. Primeiro, eu o considero como um dos gênios em cinema. Segundo, ele tem uma leitura sobre o ser humano que me atrai muito.  Terceiro, seus filmes têm o componente do humor sempre presente, o que é um atrativo. E, por último, ele parecia ser o mais inatingível de todos. Woody Allen fez filmes em Londres, Barcelona e achei que ao filmar o Rio, poderia dar uma grande repercussão mundial.

AB- Você acha que o cinema está cada vez mais longe de arte e virou negócio?

Claudio- Acho que desde sempre é arte e negócio ao mesmo tempo. A publicidade, por exemplo, é muito mais negócio do que arte, mas ainda é uma arte e um negócio. Duchamp não fez sua obra pensando em negócio, mas acabou virando e, hoje, suas peças valem uma fortuna. Não gosto dessa distinção, é hipocrisia dizer que só faz arte. Mas, claro, tem gente que só faz negócio.

AB- Como foram os encontros com o Woody?

Claudio- Rolou uma proximidade, acho que até por eu não ser do ramo. É diferente se chega um cineasta, uma produtora ou uma distribuidora querendo fazer contato. Eu fui de coração aberto, que é um outro jeito que acredito que as ideias podem acontecer, com a convicção da alma. Nunca tive nenhuma experiência nessa área, aprendi muita coisa. Houve uma empatia, foram vários encontros com ele e com a irmã dele, que esteve no Brasil e adorou o Rio.

Veeeeeem, Woody!